SACI: "Desde 2.000 fazendo Arte!"
Esse blog produz, incentiva e divulga: literatura, cultura, arte e InPalavras!... (e o que mais você criar em Iepê ou em qualquer lugar).
A Exposição de Natal do MHIPI (Museu Histórico da Igreja Presbiteriana Independente de Iepê) integra a paisagem da cidade. Confiram! Basta passar e apreciar!
Agradeço pela companhia em 2014.
Um feliz Natal e boas vindas 2015! E como o mundo gira... Até fevereiro!
SOBRE DORES,
ESPERANÇA E GRAÇA
Rembrandt, A Sagrada Família (1635)
FÉ,
PASSOS E JORNADA
Deus – de mim tão perto –
lá do céu,
ouviu minha oração
e docemente – para minha
alma –
respondeu:
não temas, filho meu!
Continue a caminhada
sem receio dos passos dessa
jornada,
descansando em meus braços
que sempre te sustentarão.
Eu sei dos teus medos,
tuas dores e fraquezas,
não temas prosseguir
nem segure tuas lágrimas;
confia, simplesmente,
Eu sei o quanto suportas
e não te deixarei cair.
Não se cobre tanto,
Graça, Amor, Vida Eterna e
Salvação já tens;
então, com alegria,
- apoiado em meus braços -
cumpra tua missão.
Confia e repousa,
converse Comigo em oração,
descanse em Meus braços
que sempre te acolherão;
e aquiete, para sempre
o seu coração.
LOUVOR
Os anjos do Senhor
cuidam de mim
não deixando o frio
ser maior que o cobertor.
Os anjos do Senhor
cuidam de mim
enlaçando-me e dissolvendo
minhas crises de cansaço e temor.
Os anjos do Senhor
cuidam de mim
protegendo-me e acampando
sem descanso, ao meu redor.
(Pois o Senhor com seus filhos
está
e de todo mal nos guardará.
Amém.)
LOUVOR 2
Eu sou de Deus
Amém.
E nada temerei
porque Deus está comigo
e os Seus anjos também.
Jesus está comigo
Jesus é meu amigo
e os meus pecados
na cruz já foram perdoados;
nada preciso temer
porque Deus está comigo
e o Espírito Santo também.
Deus está comigo
e nada temerei
porque por Sua Graça
eu sempre viverei;
e enquanto na terra estiver
eu nada temerei
porque Deus me ampara
em todos os caminhos
que eu já trilhei e trilharei.
Eu sou de Deus
Amém
e nada temerei.
(Louvo e agradeço pela
misericórdia de Deus
Que nas crises me ampara
e
sustenta meu viver).
ÚLTIMO PONTO
“ENTENDER-SE NO POSSÍVEL,
ACEITAR-SE NO IMPOSSÍVEL”.
Termino a coluna Múltiplos
Olhares desse ano da graça de 2014 com essa frase de Marta Medeiros para
refletirmos no(s) próximo(s) ano(s) e tentarmos buscar um razoável equilíbrio
emocional. E quando isso não for possível, que possamos, sem muitas cobranças,
nos perdoar e seguir em frente... Feliz 2015 (em sua felicidade possível)!
Insight: SOBRE CARAS E BOCAS - Sabem
qual a melhor coisa desse período pré-eleitoral? A cara do Fernando Mitre, da
Band, com aquela expressão lúcida e levemente irônica de “já vi de tudo, mas o
show sempre continua e não custa nada sonhar um pouco, quem sabe... há que se
cultivar a esperança!”
Fernando
Mitre
E por falar em 2014...
2014
Rolou a bola.
E agora?
Começa outro show!
Ano de Copa
é assim:
espetáculos, performances e
malabarismos
sem fim.
(Exibidos em todas as mídias e
“democraticamente” para todos os dogmas, gostos e afins...).
A partir desse mês, compartilho
com vocês InPALAVRAS das séries Instante e Todo Sentimento. Compartilhem no
nosso Facebook #givepeaceachance.
Por seis anos, no mês de agosto – no qual se comemora o
dia dos pais, não tive coragem de publicar nessa coluna o texto que escrevi
para meu pai no dia exato de oito meses do seu sepultamento. Fui “salva” por
outros textos, em sua maioria enviados pelos presidiários que participam de
nossos projetos.
Deixei meu texto no caderno, por pura covardia de reviver
minhas dores, e, só esse ano, tomei coragem para compartilhá-lo. Então, pai, a
coluna desse mês é para você, porque pai a gente não esquece, mesmo que os anos
passem. E, sem vergonha alguma, confesso que choro todas as vezes que leio esse
texto, porque me confronto, inevitavelmente, com a saudade, os vários sentidos
da vida e da morte e a dura certeza de não mais ter a sua mão protetora sobre a
minha cabeça.
SAUDADES
DO “VELHO” ABUNA (em um poema e em um insight)
Faz oito
meses,
exatos
oito meses,
que
enterrei meu pai.
Faz oito
meses,
exatos
oito meses,
que
procuro e descubro,
nos
escombros banais,
outro pai
e o mesmo pai.
Faz oito
meses,
exatos
oito meses,
que eu
descobri a finitude da vida,
e os
grandes dramas,
tecidos
na aparente banalidade dos dias.
Faz oito
meses,
exatos
oito meses,
que vi
meu pai num caixão.
Segurei
as lágrimas,
chorei
sozinha,
e tento
desatar e amarrar meus nós.
Insight: SOBRE A VIDA, A MORTE, LAÇOS E TOMATES
Meu pai plantou um pé de tomate, no jardim da casa
de meu irmão, pouco tempo antes de morrer; agora deu frutos. Acho que assim é a
vida. Hoje percebo muitas coisas que ele quis, em vida, nos passar. E, como o
pé de tomate, a seu tempo, frutificaram. Fazemos na vida o que podemos; meu pai
deixou muitas histórias e também muitos gestos de bondade, e eu sei que agora
ele encontrou a paz em Deus. Eu, como todos, estou fazendo na caminhada da vida
o melhor que posso. E muitas vezes, desde a morte de meu pai, me flagro tentando
– nem sempre conseguindo, pôr em prática dois traços de sua personalidade: a
calma e a tranquilidade, que ele traduzia repetindo sempre um velho ditado: “do
couro sai a correia”. 12 de setembro de 2008.