quarta-feira, 21 de maio de 2014

MÚLTIPLOS OLHARES


TODOS OS BICHOS DE NÊ SANT’ANNA


Esse mês partilho com vocês uma fábula poética em formato de InPalavras chamada Rapunzel e o vento. Escrevi esse texto para a Associação Rapunzel Solidária, que tem como meta receber doação de cabelos e os transformar em perucas para pessoas que estão fazendo tratamento quimioterápico. Doei meus cabelos e um pouco de mim (através desse InPalavras no qual utilizei uma mecha do meu cabelo e enviei o trabalho original para a Rapunzel Solidária) e  estou mais leve! 







Revelando Talentos - Poemas



Mãe
(Skloser)
Agradeço a Deus
Pela senhora existir...
Aliás, não vejo a hora
De estar junto de ti.

As lembranças sempre vem
E me parte o coração
Mãe, por favor, me desculpe
Por qualquer decepção...

Acredite, fico pensando
Na senhora o dia inteiro...
Pois, não tem como esquecê-la,
Porque o meu amor é verdadeiro...

Olha, não gosto de ficar longe de você,
Assim a vida não tem graça...
Prometo-lhe estar sempre perto,
Então, daremos muitas risadas...

Mãe, que Deus lhe proteja
Hoje e sempre...
E saiba que quero amá-la
Eternamente.

Te amo mãe, é sério!     

Espelho, espelho meu
(Gringa)

É claro que,
Saberia eu,
Se fosse você
O causador de tudo aquilo
Que um dia eu
Pensei em ser
Capaz de fazer
Tudo aquilo feito por você
Mesmo sabendo eu
Que sem você
Jamais saberia como fazer





Novo horário




O Programa Passeando Pela MPB está de novo horário.

Tome nota:
Todos os sábados, a partir das 12 horas (meio dia), na Rádio Shalom FM 104,9, com apresentação de Ivo Capelotti. O programa também pode ser acompanhado pelo site www.shalomiepe.com.br



terça-feira, 13 de maio de 2014

LUTO!




É com pesar q nos despedimos hoje de nossa amiga Mirian Ricci. Mulher amável, sempre pronta a nos ajudar em nossas atividades culturais. Além de ser nossa parceira na área cultural, coordenou por vários anos a Casa da Criança... e quanto amor ela tinha por aquelas crianças! Você deixará muitas saudades querida amiga... descanse em paz! 
















quarta-feira, 23 de abril de 2014

MÚLTIPLOS OLHARES



Todos os bichos de Nê Sant’Anna 



Começo os “trabalhos” do mês indicando a leitura do livro “O Rei, o Sábio e o Bufão: uma fábula sobre Deus e as Religiões” de Shafique Keshavjee; uma “bomba” nos preconceitos e um grito inteligente e necessário para uma efetiva Cultura de Paz. Procurem lê-lo e me entenderão, com certeza.
Divido com vocês, esse mês, três crônicas e também agradeço pelo apoio que recebemos na reabertura do MHIPI e no lançamento do livro De Liberdade a Iepê: uma terra para todos. Até maio.

1-             ENCOMENDAS
 _ Por que não um poema infantil redondinho, cheio de rimas, politicamente correto e bem bonitinho?
_ ...
_ Por que não uma historinha simples, um romance de poucos personagens, lágrimas e algum sangue?
_ ...
_ Por que não umas frases fáceis, cheias de motivação e que despertem algum tesão?
_ ...
_ Por que não uma música simplesinha, três, quatro acordes e pitadas leves de sacanagem?
_ ...
_ Por que não um blog de receitas!
_ Receitas? Que tipo de receitas?
_ De qualquer tipo, poeta sem imaginação! Receitas light, de sexo, de criação de filhos ou bichos, tanto faz, você escolhe. Pra mim, basta acontecer.
_ Não sei se conseguiria tal proeza, estou em crise...
_ De inspiração?
_ Talvez...
_ Hum... Por que não chamar de “bloqueio criativo” e fazer umas palestras sobre superação?

2-             INSTINTOS
Chegou um dia em que ela não pode mais mentir a si mesma, era a velha lei da selava: o instinto de sobrevivência!
Ela sentia-se morrendo aos poucos, uma pequena agonia todos os dias. As palavras dele incomodavam, e o seu andar lhe deixava louca. A sua simples presença a irritava e quando chegava a hora dele voltar era um suplício diário.
Ela sabia! Nada, nada mudaria. Variações do mesmo tema, do mesmo cheiro, mesmo do mesmo, do mesmo.
Mas, ela já estava fraca. O instinto de sobrevivência falhara, ou teria sutilmente evoluído?




3-             DR – discutir a relação
Ela sabia de todas as traições do marido: reais, virtuais, sexuais, sentimentais. Não se enganava, eram sentimentais, sim. Há muito ele procurava consolo em outras camas e em outras conversas, para beber palavras que o fizessem sentir-se macho, interessante, inteligente...
Quando ele chegava das aventuras querendo - porque no fundo era o que ele queria - uma boa briga, ela se virava e dormia ás vezes sem dizer palavra, ás vezes oferecendo-lhe desculpas perfeitas, ás vezes simplesmente ignorando-o. Mas ela nunca fingia dormir; não perderia por nada o prazer de ver a cara do marido, marcada por expressões de frustração e raiva. Ele ansiava por uma cena, inseguro por natureza, como as descritas pelos amigos: muita DR, muito choro, muita culpa de ambas as partes, depois sexo e mais DR. Isso ele nunca teria, o jogo era outro, psicológico e perverso, como os filmes que ela gostava e ele nunca entendera.
O marido era um sujeito comum, um cidadão comum, “daqueles que se vê na rua, falava de negócios, ria, via show de mulher nua”, Belchior já o desnudara em sua canção. Ela adorava essa música, sentia espasmos e calafrios quando a ouvia e cantarolava para o marido, mas ele nunca prestou atenção na letra.
Enquanto o marido definhava, ela renascia. Nunca fora tão vital! Entrava no e-mail dele e lia as idiotices que escrevia para as “amantes”. As respostas eram ainda piores, mas diziam tudo que ele gostaria de ser: bonito, gostoso, interessante, de medidas generosas etc., etc.
Depois de um tempo, bisbilhotar no e-mail alheio perdeu a graça, eram textos previsíveis como ele, procurando e encontrando mulheres previsíveis como ele. Sentiu pena do marido, mas pena por quê? - raciocinou, ele deveria estar feliz, saciando sua autoestima.
Estava enganada. O marido só ficaria pleno com uma cena. Por que só ele? Todos os amigos desfrutavam de mulheres ciumentas! Todos os amigos eram obrigados a inventar desculpas! Ele não! Será que era tão desprezível assim? Só merecia descaso? Passou a deixar pistas evidentes das traições: notas de motel, torpedos abertos, marcas de batom...
Ela gostou! Por um tempo achou graça naquilo, mas logo tudo foi ficando monótono outra vez. A única diversão era a agonia do marido, a cotidiana espera por uma reação dela, mas isso ele não teria! Não abriria mão do único prazer daquela relação...
Não que ela o quisesse mal, não, longe disso, ela até o achava um bom cara. Um cara... previsível!









Horário de visitação do MHIPI






Terças e quintas-feiras das 14 às 17 horas.
Todas as últimas sextas-feiras do mês das 19 às 21 horas.

Outras visitas poderão ser agendadas, em horário comercial, na secretaria da Igreja Presbiteriana de Iepê, localizada em frente à Praça Dna. Silvina de Almeida Prado, pelo telefone: (18) 3264 1137.