SACI: "Desde 2.000 fazendo Arte!" Esse blog produz, incentiva e divulga: literatura, cultura, arte e InPalavras!... (e o que mais você criar em Iepê ou em qualquer lugar).
segunda-feira, 19 de junho de 2017
8° PRÊMIO IEPÊ DE POESIA/2017
1. O Prêmio IEPÊ de Poesia, que acontece a cada dois anos em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Turismo, Esportes e Lazer e com a iniciativa privada, é uma realização da Sociedade Amigos da Cultura de Iepê e do Ponto de Cultura de Iepê;
2. Objetivo: revelar novos poetas, valorizar o gênero poético e incentivar talentos literários;
3. Poderão concorrer ao prêmio pessoas residentes em todo o Território Nacional e em países de Língua Portuguesa;
4. O Prêmio será dividido em duas categorias, Infanto-Juvenil: até os 14 anos e Adulta: a partir dos 15 anos;
5. Os menores de idade só terão sua inscrição efetuada com a autorização dos pais ou responsável;
6. As inscrições serão realizadas no período de 12/06/2017 à 29/09/2017, no Museu Histórico da Igreja Presbiteriana Independente de Iepê, localizado à Rua Minas Gerais s/n, Centro (próximo à Praça D. Silvina), de segunda à sexta-feira, das 8h00 às 11h00 e das 13h00 às 16h00; ou pelo correio no endereço: Ponto de Cultura de Iepê, Rua Joaquim Severiano de Almeida n. 364, Centro, CEP: 19640-000, Iepê – SP, valendo a data da postagem. OBS: Nas poesias enviadas pelo correio deverá constar apenas o pseudônimo do autor e, em envelope lacrado, os seguintes dados: nome, RG, endereço, e-mail, fone e o título do trabalho;
7. O texto deverá obrigatoriamente ser inédito e de autoria própria. O tema do trabalho inscrito será livre, com limite de 2 laudas;
8. Cada participante poderá inscrever até 3 (três) poesias, usando o mesmo pseudônimo;
9. Cada trabalho deverá ser entregue em 3 (três) vias digitadas e impressas, fonte 12, letra Arial, em folha A4;
10. Os participantes terão seus trabalhos arquivados. Não será devolvido nenhum poema inscrito;
11. Os 3 (três) primeiros colocados de cada categoria, receberão Prêmio de incentivo artístico;
12. Os 10 (dez) primeiros trabalhos de cada categoria, selecionados pelo júri, serão publicados em livro (Antologia) no ano de 2019, em formato impresso e/ou digital;
13. A comissão julgadora será composta por 6 (seis) membros, sendo 3 (três) para a categoria Infanto-juvenil e 3 (três) para a categoria Adulta, que será soberana em suas decisões;
14. A Cerimônia de Premiação está prevista para a segunda semana de novembro de 2017, durante a II Feira do Livro de Iepê, ocasião em que será lançada a Antologia – 7º Prêmio IEPÊ de Poesia/2015.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
MÚLTIPLOS OLHARES
Todos os bichos de Nê Sant’Anna maio/junho de 2017
Como todos
estamos precisando respirar, compartilho com as crianças de todas as idades um
texto meu e de Paulo Fernando Zaganin, a ilustração é da
Meiriele Ventura de Oliveira. Divirtam-se com O SÍTIO DO CIPÓ: A HISTÓRIA DA
PAIXÃO DO GALO JANJÃO PELA GALINHA COCOCÓ.
No meio do sertão existe um lugar encantado chamado Sítio do
Cipó. Lá, nada é impossível e, quase todas as noites, tem sarau e baile no
quintal. Foi numa dessas noites que o galo Janjão conheceu a galinha Cococó e,
perdidamente, por ela se apaixonou.
Desde então, o galo enamorado em verso e prosa canta e conta
essa história para quem quiser ouvir:
Eu sou
o galo Janjão
faço
versos, canto e toco violão.
E essa
é a história
do meu
encontro, outro dia,
com a
minha grande paixão.
Tudo
começou quando a galinha Cococó
toda
bonita se arrumou
e saiu
para ir a uma festa
na
fazenda Cafundó.
Mas
mudou o itinerário
ao
encontrar pelo caminho a galinha Galiza
graciosa
bailarina, que sob a luz da lua e de uma lamparina
aquela
noite, no Sitio do Cipó, comigo se apresentaria.
Enquanto
eu cantava
meus
olhos a Cococó encontraram.
E já
estava por ela encantado
quando
os versos daquela canção terminaram.
Assim
que o baile no quintal começou
com a
Cococó eu fui dançar
e sem
perder tempo
da
minha paixão comecei a lhe falar.
Que
danada de galinha
essa
tal de Cococó!
Sabem o
que ela me respondeu?
“Agora
só quero dançar
do futuro não posso falar,
ainda
estou magoada
porque
o galo Carijó
não
quis me namorar
e com a
galinha Pintadinha
acabou de
se casar.”
Desde
esse dia
só
consigo nela pensar
e uma
triste melodia
no meu
violão dedilhar.
Que
danada de galinha
essa
tal de Cococó
tão
charmosa e cheia de borogodó!
Espero
que logo ela esqueça o galo Carijó
e
comigo então se case
lá no
Sítio do Cipó!
quinta-feira, 16 de março de 2017
MÚLTIPLOS OLHARES
Todos os bichos de Nê Sant’Anna
março/abril de 2017
Nesta primeira coluna do ano
anuncio o nascimento do Facebook Livro Nas Nuvens, onde você poderá baixar
e-books gratuitamente.
Acreditando que todo livro merece
voar, LIVRO NAS NUVENS é um projeto do Ponto de Cultura e Sociedade Amigos da
Cultura de Iepê para compartilhar livros, histórias, espalhar sonhos e
incentivar a leitura e os escritores através de e-books e vídeo-livros.
Participe acessando Livro Nas
Nuvens no Facebook e no Youtube.
E, como Poetas postam versos nas nuvens e
pedem ao vento para espalhar, continuarei divulgando aqui novos poemas e novos
autores.
MEMÓRIAS
Autor: Poeta da rua
Naquele distante dia
a professora pediu
versos e poesia.
Forneceu temas e rimas,
mas só consegui pensar
no roncar da minha barriga
quase sempre vazia.
PALESTRA
Autor: Poeta da rua
Ouvi o discurso do poeta engravatado,
Contratado, patrocinado
Alimentado, bem pago.
Li os versos do poeta.
Muitas rimas
muita ética
politicamente corretas.
Pensei em jogar a toalha
ou também tentar
ganhar algum
compondo poesia que rimasse amor e dor,
vida com valor e perfume de flor.
Mas o vento esbofeteou minha cara.
Recusei métrica vazia e fugaz alegria.
Aceito, de bom grado,
o preço de ser poeta não patrocinado
tresloucado, livre, mal alimentado
e inveterado desbocado.
nha barriga
quase sempre vazia.sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
MÚLTIPLOS OLHARES
Todos os bichos de Nê Sant’Anna
novembro/dezembro de 2016
Então o final de ano já chegou... Rápido demais, como todos
os acontecimentos desse ano da graça de 2016 que sacudiram as estruturas do
Brasil e do mundo que já não estavam lá muito firmes. Terminamos este ano
vivendo tempos insensíveis, e a insensibilidade caminha ao lado do caos, não da
paz.
Mas... A Esperança é equilibrista, já disse João Bosco, e o
show tem que continuar.
E assim continuamos... Espalhando projetos e abrindo espaço
para “arteiros” de todas as artes, como o canal no Youtube Livro Nas Nuvens: um projeto para compartilhar
histórias, espalhar sonhos e incentivar a leitura através de vídeo-livros.
Deixo nesta última coluna do ano,
como “esperança equilibrista”, meu presente de Natal:
Desejo que
este vídeo-livro traga um pouco de alento a este ano tão intenso e dramático e
que a paz de Jesus ilumine o Natal de todos e nos fortifique para 2017.
Até março.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Múltiplos Olhares
Todos os bichos de Nê Sant’Anna
[setembro/outubro
de 2016]
Insight: 1984 OUTRA VEZ!
Peço perdão pela ausência desta coluna em
setembro. Aliás, em setembro eu fiz 50 anos.
Meio século! Pois é, “meninos eu vi” e participei
do movimento pelas Diretas Já em 1984 (no meu primeiro ano na UEL); acompanhei
a elaboração da Constituição Cidadã de 1988 e o Impeachment de Collor em 1992.
Só não imaginava assistir mais esse capítulo da História do Brasil que se
desenrola desde as manifestações de 2013 e ficou quase palpável nas eleições de
2014. Os que acompanham esta coluna certamente se recordarão da crônica “Como
descascar um abacaxi”, escrita no dia do segundo turno das eleições
presidenciais de 2014, na qual eu dizia que o país estava nu, com todos os
problemas escancarados para quem quisesse ou tivesse sensibilidade para ver.
Infelizmente a crônica foi “profética”.
Assistimos a um impeachment farsesco e canalha, no qual se perdeu a chance de
drenar as feridas e debater as raízes da corrupção sistêmica, há séculos
instaladas no poder, e de discutir o desenho do Estado brasileiro que a cada
dia se afasta mais dos traços delineados pela Constituição de 1988.
Passadas as eleições municipais de outubro e com
o apoio da grande mídia, 2/3 do povo brasileiro (trabalhadores, classe média e
pobres) é “eleito” o culpado das contas públicas, do custo Brasil etc. (entre
outros, com o falso argumento de que a Previdência está quebrada) e, mais uma
vez, será “convidado” a pagar as contas.
O slogan da campanha cínica promovida pelo
governo pós-impeachment “vamos tirar o Brasil do vermelho” é irônico – não pela
analogia ao PT (que, aliás, pisou na bola), mas pelo ato falho: vamos tirar o
pouco de direito social (garantido pela Constituição de 1988) do “sangue
vermelho comum” que corre nas veias dos 2/3 dos brasileiros, historicamente
excluídos pelo pretenso “sangue azul” que correria nas veias da politicagem
mafiosa, presente na maioria dos partidos políticos. Ou seja, o slogan
disfarça, mas não esconde a intenção do atual governo de subtrair direitos dos
segmentos sociais de “sangue vermelho” e, de quebra, ainda “acalma” as “outras
cores sanguíneas” – estas sim, sempre beneficiadas pelo Estado – sinalizando de
que não serão chamadas a pagar nenhuma conta.
É hora do “sangue vermelho”, que construiu e
constrói a riqueza dessa terra, dizer NÃO a reformas como a da previdência e de
defender os princípios de justiça social e cidadania conquistados pela
Constituição de 1988 por meio da democracia e do empenho de verdadeiros
estadistas, como Ulisses Guimarães, que em 1985 quando Tancredo morreu “abriu
mão” da presidência em prol da frágil democracia que brotava no Brasil
pós-terríveis anos de Ditadura militar. Mas, renúncia é coisa de estadista, não
de alpinistas do poder.
Reformas devem ser discutidas e referendadas
através de plebiscitos, não impostas goela abaixo da população por uma maioria
de políticos sem nenhuma representatividade e idoneidade junto ao povo,
infelizmente panorama no qual hoje se encontra o Brasil.
Provavelmente, nem que eu viva mais meio século,
verei um país plenamente justo, mas, enquanto estiver por aqui continuarei
lutando com o mesmo ânimo de 1984, quando a minha geração panfletava: “Eu quero
votar para presidente”!
De certa forma, esse “grito” em 2016 continua o
mesmo, pois a maioria dos brasileiros clama por novas eleições para presidente
e, independentemente de afinidades partidárias, grita “Fora Temer”. E, graças à
luta de várias gerações, ainda podemos gritar e caminhar outra vez pelas ruas e
praças, inspirados pela frase que disse lá atrás Ulisses Guimarães: “É
caminhando que se abre o caminho”.
Até novembro.
P.S.: Esta crônica é dedicada a Ulisses Guimarães que faria
100 anos e lutou pela Constituição cidadã alicerçada na liberdade, democracia,
garantia de direitos, inclusão e justiça social. Em homenagem a essa luta deixo
aqui dois links para vocês entenderem a farsa do déficit e o calote aos
direitos sociais que a reforma da previdência significa.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
MÚLTIPLOS OLHARES
Todos os Bichos de Nê Sant’Anna
SOBRE HISTÓRIAS,
CRIANÇAS E SEMENTES
A coluna deste mês é muito especial,
pois é uma conversa em forma de texto com os alunos da Escola João Antonio
Rodrigues que ilustraram três histórias minhas em parceria com Paulo Fernando
para o projeto Meu Pequeno Autor.
Nada deixa escritor tão feliz quanto
ver seus textos passeando. E, mais gratificante ainda, é quando leitores se
tornam coautores e dão vida aos nossos personagens. Foi exatamente isso que
aconteceu dia 11 deste mês: dezenas de crianças publicaram livros ilustrando as
nossas histórias Era Uma Vez, Quem Era Pirilampo? e O Sítio do Cipó: A História
da Paixão do Galo Janjão pela Galinha Cococó.
A leitura e as artes sempre fazem a
gente pensar, se emocionar e também se pôr no lugar dos outros. Tenho certeza
de que quando leram e ilustraram as histórias, vocês, crianças, tiveram que, de
certa forma, experimentar muitos sentimentos, alguns conhecidos, outros não. Essas três histórias podem nos fazer pensar
em muitas coisas, por exemplo, será que a galinha Cococó acabou se apaixonando
pelo galo Janjão? Mas, em todas as três histórias nós podemos pensar sobre a
Cultura de Paz.
E o que é isso? Cultura de Paz é
respeitar as pessoas do jeito que são por fora e por dentro: suas aparências,
seus pensamentos e sentimentos; é tentar se colocar no lugar dos outros, e
também dizer NÃO à violência!
Vocês já ouviram dizer que a gente
colhe o que planta? Pois é, quando a gente planta uma semente de laranja e
cuida dessa semente, provavelmente depois de algum tempo, colheremos laranjas.
Todos nós temos coisas boas e ruins dentro de nós. Quando nos esforçamos para
plantar as coisas boas, teremos mais chance de colher um mundo melhor.
E agora, terminando esta conversa, agradeço mais uma vez a todas as
crianças que ilustraram nossos textos e deixo um convite para que vocês sejam
semeadores da Cultura de Paz. Nunca se esqueçam: Quem lê e semeia a paz colhe
um mundo melhor.
P.S.: Em breve lançaremos o projeto LIVRO NAS NUVENS, um
canal de vídeo-livros no Youtube. O primeiro vídeo-livro será Quem Era Pirilampo? Aguardem, participem
e ajudem a divulgar o projeto!
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Projeto "Certo Olhar"
No dia 09/08 a Sociedade Amigos da Cultura e o Ponto de Cultura de Iepê foram "astros" de um documentário que será produzido pelo Ponto de Cultura Periferia Invisível de São Paulo, através do Projeto "Certo Olhar". Tivemos a oportunidade de mostrar um pouco de nossa história e de nossos projetos desenvolvidos nestes 16 anos de trabalho pela Cultura.
Veja mais fotos clicando aqui
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