segunda-feira, 21 de agosto de 2017

MÚLTIPLOS OLHARES


 
Todos os Bichos de Nê Sant'Anna 
(agosto e setembro)


SOBRE O BRASIL,TEMPOS E VENTOS!



"Transformam o país inteiro num puteiro pois assim se ganha mais dinheiro!" (Cazuza)

1984 e 2017

Você era do Direito
Eu era da História
sopros de mudança 
o vento nos trazia.
Passou o tempo
mudou o século.
Hoje sopra-nos o vento
lufadas geladas de hipocrisia
no país da velha putaria.

Desculpem o tom ácido, queridos leitores, mas não posso me calar. Termino esta coluna com mais um breve poema e, nas próximas, voltarei a publicar os textos enviados por novos autores.

No fundo, no fundo
Poder e Ganância
giram os moinhos
do mundo.



segunda-feira, 19 de junho de 2017

8° PRÊMIO IEPÊ DE POESIA/2017


1. O Prêmio IEPÊ de Poesia, que acontece a cada dois anos em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Turismo, Esportes e Lazer e com a iniciativa privada, é uma realização da Sociedade Amigos da Cultura de Iepê e do Ponto de Cultura de Iepê;
2. Objetivo: revelar novos poetas, valorizar o gênero poético e incentivar talentos literários;
3. Poderão concorrer ao prêmio pessoas residentes em todo o Território Nacional e em países de Língua Portuguesa;
4. O Prêmio será dividido em duas categorias, Infanto-Juvenil: até os 14 anos e Adulta: a partir dos 15 anos;
5. Os menores de idade só terão sua inscrição efetuada com a autorização dos pais ou responsável;
6. As inscrições serão realizadas no período de 12/06/2017 à 29/09/2017, no Museu Histórico da Igreja Presbiteriana Independente de Iepê, localizado à Rua Minas Gerais s/n, Centro (próximo à Praça D. Silvina), de segunda à sexta-feira, das 8h00 às 11h00 e das 13h00 às 16h00; ou pelo correio no endereço: Ponto de Cultura de Iepê, Rua Joaquim Severiano de Almeida n. 364, Centro, CEP: 19640-000, Iepê – SP, valendo a data da postagem. OBS: Nas poesias enviadas pelo correio deverá constar apenas o pseudônimo do autor e, em envelope lacrado, os seguintes dados: nome, RG, endereço, e-mail, fone e o título do trabalho;
7. O texto deverá obrigatoriamente ser inédito e de autoria própria. O tema do trabalho inscrito será livre, com limite de 2 laudas;
8. Cada participante poderá inscrever até 3 (três) poesias, usando o mesmo pseudônimo;
9. Cada trabalho deverá ser entregue em 3 (três) vias digitadas e impressas, fonte 12, letra Arial, em folha A4;
10. Os participantes terão seus trabalhos arquivados. Não será devolvido nenhum poema inscrito;
11. Os 3 (três) primeiros colocados de cada categoria, receberão Prêmio de incentivo artístico;
12. Os 10 (dez) primeiros trabalhos de cada categoria, selecionados pelo júri, serão publicados em livro (Antologia) no ano de 2019, em formato impresso e/ou digital; 
13. A comissão julgadora será composta por 6 (seis) membros, sendo 3 (três) para a categoria Infanto-juvenil e 3 (três) para a categoria Adulta, que será soberana em suas decisões;
14. A Cerimônia de Premiação está prevista para a segunda semana de novembro de 2017, durante a II Feira do Livro de Iepê, ocasião em que será lançada a Antologia – 7º Prêmio IEPÊ de Poesia/2015.



quarta-feira, 10 de maio de 2017

MÚLTIPLOS OLHARES


Todos os bichos de Nê Sant’Anna maio/junho de 2017


Como todos estamos precisando respirar, compartilho com as crianças de todas as idades um texto meu e de Paulo Fernando Zaganin, a ilustração é da Meiriele Ventura de Oliveira. Divirtam-se com O SÍTIO DO CIPÓ: A HISTÓRIA DA PAIXÃO DO GALO JANJÃO PELA GALINHA COCOCÓ.





No meio do sertão existe um lugar encantado chamado Sítio do Cipó. Lá, nada é impossível e, quase todas as noites, tem sarau e baile no quintal. Foi numa dessas noites que o galo Janjão conheceu a galinha Cococó e, perdidamente, por ela se apaixonou.
Desde então, o galo enamorado em verso e prosa canta e conta essa história para quem quiser ouvir:


Eu sou o galo Janjão
faço versos, canto e toco violão.
E essa é a história
do meu encontro, outro dia,
com a minha grande paixão.


Tudo começou quando a galinha Cococó
toda bonita se arrumou
e saiu para ir a uma festa
na fazenda Cafundó.


Mas mudou o itinerário
ao encontrar pelo caminho a galinha Galiza
graciosa bailarina, que sob a luz da lua e de uma lamparina
aquela noite, no Sitio do Cipó, comigo se apresentaria.


Enquanto eu cantava
meus olhos a Cococó encontraram.
E já estava por ela encantado
quando os versos daquela canção terminaram.



Assim que o baile no quintal começou
com a Cococó eu fui dançar
e sem perder tempo
da minha paixão comecei a lhe falar.

Que danada de galinha
essa tal de Cococó!
Sabem o que ela me respondeu?
“Agora só quero dançar
 do futuro não posso falar,
ainda estou magoada
porque o galo Carijó
não quis me namorar
e com a galinha Pintadinha
acabou de se casar.”


Desde esse dia
só consigo nela pensar
e uma triste melodia
no meu violão dedilhar.

Que danada de galinha
essa tal de Cococó
tão charmosa e cheia de borogodó!
Espero que logo ela esqueça o galo Carijó
e comigo então se case
lá no Sítio do Cipó!





quinta-feira, 16 de março de 2017

MÚLTIPLOS OLHARES


Todos os bichos de Nê Sant’Anna 
março/abril de 2017

Nesta primeira coluna do ano anuncio o nascimento do Facebook Livro Nas Nuvens, onde você poderá baixar e-books gratuitamente.
Acreditando que todo livro merece voar, LIVRO NAS NUVENS é um projeto do Ponto de Cultura e Sociedade Amigos da Cultura de Iepê para compartilhar livros, histórias, espalhar sonhos e incentivar a leitura e os escritores através de e-books e vídeo-livros.
Participe acessando Livro Nas Nuvens  no Facebook e no Youtube.

 E, como Poetas postam versos nas nuvens e pedem ao vento para espalhar, continuarei divulgando aqui novos poemas e novos autores.


MEMÓRIAS
Autor: Poeta da rua

Naquele distante dia
a professora pediu
versos e poesia.
Forneceu temas e rimas,
mas só consegui pensar
no roncar da minha barriga
quase sempre vazia.

PALESTRA
Autor: Poeta da rua

Ouvi o discurso do poeta engravatado,
Contratado, patrocinado
Alimentado, bem pago.

Li os versos do poeta.
Muitas rimas
muita ética
politicamente corretas.

Pensei em jogar a toalha
ou  também tentar ganhar algum
compondo poesia que rimasse amor e dor,
vida com valor e perfume de flor.

Mas o vento esbofeteou minha cara.
Recusei métrica vazia e fugaz alegria.
Aceito, de bom grado,
o preço de ser poeta não patrocinado
tresloucado, livre, mal alimentado
e inveterado desbocado.
nha barriga
quase sempre vazia.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

MÚLTIPLOS OLHARES



Todos os bichos de Nê Sant’Anna 
novembro/dezembro de 2016

Então o final de ano já chegou... Rápido demais, como todos os acontecimentos desse ano da graça de 2016 que sacudiram as estruturas do Brasil e do mundo que já não estavam lá muito firmes. Terminamos este ano vivendo tempos insensíveis, e a insensibilidade caminha ao lado do caos, não da paz.
Mas... A Esperança é equilibrista, já disse João Bosco, e o show tem que continuar.
E assim continuamos... Espalhando projetos e abrindo espaço para “arteiros” de todas as artes, como o canal no Youtube Livro Nas Nuvens: um projeto para compartilhar histórias, espalhar sonhos e incentivar a leitura através de vídeo-livros.
Deixo nesta última coluna do ano, como “esperança equilibrista”, meu presente de Natal: 
 o vídeo-livro (para crianças de todas as idades) Quem era Pirilampo?  https://youtu.be/MSuNaAZqnmg
Desejo que este vídeo-livro traga um pouco de alento a este ano tão intenso e dramático e que a paz de Jesus ilumine o Natal de todos e nos fortifique para 2017.

Até março. 





sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Múltiplos Olhares


Todos os bichos de Nê Sant’Anna 
[setembro/outubro de 2016]


Insight: 1984 OUTRA VEZ!
Peço perdão pela ausência desta coluna em setembro. Aliás, em setembro eu fiz 50 anos.
Meio século! Pois é, “meninos eu vi” e participei do movimento pelas Diretas Já em 1984 (no meu primeiro ano na UEL); acompanhei a elaboração da Constituição Cidadã de 1988 e o Impeachment de Collor em 1992. Só não imaginava assistir mais esse capítulo da História do Brasil que se desenrola desde as manifestações de 2013 e ficou quase palpável nas eleições de 2014. Os que acompanham esta coluna certamente se recordarão da crônica “Como descascar um abacaxi”, escrita no dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2014, na qual eu dizia que o país estava nu, com todos os problemas escancarados para quem quisesse ou tivesse sensibilidade para ver.
Infelizmente a crônica foi “profética”. Assistimos a um impeachment farsesco e canalha, no qual se perdeu a chance de drenar as feridas e debater as raízes da corrupção sistêmica, há séculos instaladas no poder, e de discutir o desenho do Estado brasileiro que a cada dia se afasta mais dos traços delineados pela Constituição de 1988.
Passadas as eleições municipais de outubro e com o apoio da grande mídia, 2/3 do povo brasileiro (trabalhadores, classe média e pobres) é “eleito” o culpado das contas públicas, do custo Brasil etc. (entre outros, com o falso argumento de que a Previdência está quebrada) e, mais uma vez, será “convidado” a pagar as contas.
O slogan da campanha cínica promovida pelo governo pós-impeachment “vamos tirar o Brasil do vermelho” é irônico – não pela analogia ao PT (que, aliás, pisou na bola), mas pelo ato falho: vamos tirar o pouco de direito social (garantido pela Constituição de 1988) do “sangue vermelho comum” que corre nas veias dos 2/3 dos brasileiros, historicamente excluídos pelo pretenso “sangue azul” que correria nas veias da politicagem mafiosa, presente na maioria dos partidos políticos. Ou seja, o slogan disfarça, mas não esconde a intenção do atual governo de subtrair direitos dos segmentos sociais de “sangue vermelho” e, de quebra, ainda “acalma” as “outras cores sanguíneas” – estas sim, sempre beneficiadas pelo Estado – sinalizando de que não serão chamadas a pagar nenhuma conta.
É hora do “sangue vermelho”, que construiu e constrói a riqueza dessa terra, dizer NÃO a reformas como a da previdência e de defender os princípios de justiça social e cidadania conquistados pela Constituição de 1988 por meio da democracia e do empenho de verdadeiros estadistas, como Ulisses Guimarães, que em 1985 quando Tancredo morreu “abriu mão” da presidência em prol da frágil democracia que brotava no Brasil pós-terríveis anos de Ditadura militar. Mas, renúncia é coisa de estadista, não de alpinistas do poder.
Reformas devem ser discutidas e referendadas através de plebiscitos, não impostas goela abaixo da população por uma maioria de políticos sem nenhuma representatividade e idoneidade junto ao povo, infelizmente panorama no qual hoje se encontra o Brasil.
Provavelmente, nem que eu viva mais meio século, verei um país plenamente justo, mas, enquanto estiver por aqui continuarei lutando com o mesmo ânimo de 1984, quando a minha geração panfletava: “Eu quero votar para presidente”!
De certa forma, esse “grito” em 2016 continua o mesmo, pois a maioria dos brasileiros clama por novas eleições para presidente e, independentemente de afinidades partidárias, grita “Fora Temer”. E, graças à luta de várias gerações, ainda podemos gritar e caminhar outra vez pelas ruas e praças, inspirados pela frase que disse lá atrás Ulisses Guimarães: “É caminhando que se abre o caminho”.
Até novembro. 

P.S.: Esta crônica é dedicada a Ulisses Guimarães que faria 100 anos e lutou pela Constituição cidadã alicerçada na liberdade, democracia, garantia de direitos, inclusão e justiça social. Em homenagem a essa luta deixo aqui dois links para vocês entenderem a farsa do déficit e o calote aos direitos sociais que a reforma da previdência significa.




quarta-feira, 24 de agosto de 2016

MÚLTIPLOS OLHARES



Todos os Bichos de Nê Sant’Anna


SOBRE HISTÓRIAS, CRIANÇAS E SEMENTES

A coluna deste mês é muito especial, pois é uma conversa em forma de texto com os alunos da Escola João Antonio Rodrigues que ilustraram três histórias minhas em parceria com Paulo Fernando para o projeto Meu Pequeno Autor.
Nada deixa escritor tão feliz quanto ver seus textos passeando. E, mais gratificante ainda, é quando leitores se tornam coautores e dão vida aos nossos personagens. Foi exatamente isso que aconteceu dia 11 deste mês: dezenas de crianças publicaram livros ilustrando as nossas histórias Era Uma Vez, Quem Era Pirilampo? e O Sítio do Cipó: A História da Paixão do Galo Janjão pela Galinha Cococó.
A leitura e as artes sempre fazem a gente pensar, se emocionar e também se pôr no lugar dos outros. Tenho certeza de que quando leram e ilustraram as histórias, vocês, crianças, tiveram que, de certa forma, experimentar muitos sentimentos, alguns conhecidos, outros não.  Essas três histórias podem nos fazer pensar em muitas coisas, por exemplo, será que a galinha Cococó acabou se apaixonando pelo galo Janjão? Mas, em todas as três histórias nós podemos pensar sobre a Cultura de Paz.
E o que é isso? Cultura de Paz é respeitar as pessoas do jeito que são por fora e por dentro: suas aparências, seus pensamentos e sentimentos; é tentar se colocar no lugar dos outros, e também dizer NÃO à violência!
Vocês já ouviram dizer que a gente colhe o que planta? Pois é, quando a gente planta uma semente de laranja e cuida dessa semente, provavelmente depois de algum tempo, colheremos laranjas. Todos nós temos coisas boas e ruins dentro de nós. Quando nos esforçamos para plantar as coisas boas, teremos mais chance de colher um mundo melhor.
  E agora, terminando esta conversa, agradeço mais uma vez a todas as crianças que ilustraram nossos textos e deixo um convite para que vocês sejam semeadores da Cultura de Paz. Nunca se esqueçam: Quem lê e semeia a paz colhe um mundo melhor.


P.S.: Em breve lançaremos o projeto LIVRO NAS NUVENS, um canal de vídeo-livros no Youtube. O primeiro vídeo-livro será Quem Era Pirilampo? Aguardem, participem e ajudem a divulgar o projeto!