quinta-feira, 16 de março de 2017

MÚLTIPLOS OLHARES


Todos os bichos de Nê Sant’Anna 
março/abril de 2017

Nesta primeira coluna do ano anuncio o nascimento do Facebook Livro Nas Nuvens, onde você poderá baixar e-books gratuitamente.
Acreditando que todo livro merece voar, LIVRO NAS NUVENS é um projeto do Ponto de Cultura e Sociedade Amigos da Cultura de Iepê para compartilhar livros, histórias, espalhar sonhos e incentivar a leitura e os escritores através de e-books e vídeo-livros.
Participe acessando Livro Nas Nuvens  no Facebook e no Youtube.

 E, como Poetas postam versos nas nuvens e pedem ao vento para espalhar, continuarei divulgando aqui novos poemas e novos autores.


MEMÓRIAS
Autor: Poeta da rua

Naquele distante dia
a professora pediu
versos e poesia.
Forneceu temas e rimas,
mas só consegui pensar
no roncar da minha barriga
quase sempre vazia.

PALESTRA
Autor: Poeta da rua

Ouvi o discurso do poeta engravatado,
Contratado, patrocinado
Alimentado, bem pago.

Li os versos do poeta.
Muitas rimas
muita ética
politicamente corretas.

Pensei em jogar a toalha
ou  também tentar ganhar algum
compondo poesia que rimasse amor e dor,
vida com valor e perfume de flor.

Mas o vento esbofeteou minha cara.
Recusei métrica vazia e fugaz alegria.
Aceito, de bom grado,
o preço de ser poeta não patrocinado
tresloucado, livre, mal alimentado
e inveterado desbocado.
nha barriga
quase sempre vazia.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

MÚLTIPLOS OLHARES



Todos os bichos de Nê Sant’Anna 
novembro/dezembro de 2016

Então o final de ano já chegou... Rápido demais, como todos os acontecimentos desse ano da graça de 2016 que sacudiram as estruturas do Brasil e do mundo que já não estavam lá muito firmes. Terminamos este ano vivendo tempos insensíveis, e a insensibilidade caminha ao lado do caos, não da paz.
Mas... A Esperança é equilibrista, já disse João Bosco, e o show tem que continuar.
E assim continuamos... Espalhando projetos e abrindo espaço para “arteiros” de todas as artes, como o canal no Youtube Livro Nas Nuvens: um projeto para compartilhar histórias, espalhar sonhos e incentivar a leitura através de vídeo-livros.
Deixo nesta última coluna do ano, como “esperança equilibrista”, meu presente de Natal: 
 o vídeo-livro (para crianças de todas as idades) Quem era Pirilampo?  https://youtu.be/MSuNaAZqnmg
Desejo que este vídeo-livro traga um pouco de alento a este ano tão intenso e dramático e que a paz de Jesus ilumine o Natal de todos e nos fortifique para 2017.

Até março. 





sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Múltiplos Olhares


Todos os bichos de Nê Sant’Anna 
[setembro/outubro de 2016]


Insight: 1984 OUTRA VEZ!
Peço perdão pela ausência desta coluna em setembro. Aliás, em setembro eu fiz 50 anos.
Meio século! Pois é, “meninos eu vi” e participei do movimento pelas Diretas Já em 1984 (no meu primeiro ano na UEL); acompanhei a elaboração da Constituição Cidadã de 1988 e o Impeachment de Collor em 1992. Só não imaginava assistir mais esse capítulo da História do Brasil que se desenrola desde as manifestações de 2013 e ficou quase palpável nas eleições de 2014. Os que acompanham esta coluna certamente se recordarão da crônica “Como descascar um abacaxi”, escrita no dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2014, na qual eu dizia que o país estava nu, com todos os problemas escancarados para quem quisesse ou tivesse sensibilidade para ver.
Infelizmente a crônica foi “profética”. Assistimos a um impeachment farsesco e canalha, no qual se perdeu a chance de drenar as feridas e debater as raízes da corrupção sistêmica, há séculos instaladas no poder, e de discutir o desenho do Estado brasileiro que a cada dia se afasta mais dos traços delineados pela Constituição de 1988.
Passadas as eleições municipais de outubro e com o apoio da grande mídia, 2/3 do povo brasileiro (trabalhadores, classe média e pobres) é “eleito” o culpado das contas públicas, do custo Brasil etc. (entre outros, com o falso argumento de que a Previdência está quebrada) e, mais uma vez, será “convidado” a pagar as contas.
O slogan da campanha cínica promovida pelo governo pós-impeachment “vamos tirar o Brasil do vermelho” é irônico – não pela analogia ao PT (que, aliás, pisou na bola), mas pelo ato falho: vamos tirar o pouco de direito social (garantido pela Constituição de 1988) do “sangue vermelho comum” que corre nas veias dos 2/3 dos brasileiros, historicamente excluídos pelo pretenso “sangue azul” que correria nas veias da politicagem mafiosa, presente na maioria dos partidos políticos. Ou seja, o slogan disfarça, mas não esconde a intenção do atual governo de subtrair direitos dos segmentos sociais de “sangue vermelho” e, de quebra, ainda “acalma” as “outras cores sanguíneas” – estas sim, sempre beneficiadas pelo Estado – sinalizando de que não serão chamadas a pagar nenhuma conta.
É hora do “sangue vermelho”, que construiu e constrói a riqueza dessa terra, dizer NÃO a reformas como a da previdência e de defender os princípios de justiça social e cidadania conquistados pela Constituição de 1988 por meio da democracia e do empenho de verdadeiros estadistas, como Ulisses Guimarães, que em 1985 quando Tancredo morreu “abriu mão” da presidência em prol da frágil democracia que brotava no Brasil pós-terríveis anos de Ditadura militar. Mas, renúncia é coisa de estadista, não de alpinistas do poder.
Reformas devem ser discutidas e referendadas através de plebiscitos, não impostas goela abaixo da população por uma maioria de políticos sem nenhuma representatividade e idoneidade junto ao povo, infelizmente panorama no qual hoje se encontra o Brasil.
Provavelmente, nem que eu viva mais meio século, verei um país plenamente justo, mas, enquanto estiver por aqui continuarei lutando com o mesmo ânimo de 1984, quando a minha geração panfletava: “Eu quero votar para presidente”!
De certa forma, esse “grito” em 2016 continua o mesmo, pois a maioria dos brasileiros clama por novas eleições para presidente e, independentemente de afinidades partidárias, grita “Fora Temer”. E, graças à luta de várias gerações, ainda podemos gritar e caminhar outra vez pelas ruas e praças, inspirados pela frase que disse lá atrás Ulisses Guimarães: “É caminhando que se abre o caminho”.
Até novembro. 

P.S.: Esta crônica é dedicada a Ulisses Guimarães que faria 100 anos e lutou pela Constituição cidadã alicerçada na liberdade, democracia, garantia de direitos, inclusão e justiça social. Em homenagem a essa luta deixo aqui dois links para vocês entenderem a farsa do déficit e o calote aos direitos sociais que a reforma da previdência significa.




quarta-feira, 24 de agosto de 2016

MÚLTIPLOS OLHARES



Todos os Bichos de Nê Sant’Anna


SOBRE HISTÓRIAS, CRIANÇAS E SEMENTES

A coluna deste mês é muito especial, pois é uma conversa em forma de texto com os alunos da Escola João Antonio Rodrigues que ilustraram três histórias minhas em parceria com Paulo Fernando para o projeto Meu Pequeno Autor.
Nada deixa escritor tão feliz quanto ver seus textos passeando. E, mais gratificante ainda, é quando leitores se tornam coautores e dão vida aos nossos personagens. Foi exatamente isso que aconteceu dia 11 deste mês: dezenas de crianças publicaram livros ilustrando as nossas histórias Era Uma Vez, Quem Era Pirilampo? e O Sítio do Cipó: A História da Paixão do Galo Janjão pela Galinha Cococó.
A leitura e as artes sempre fazem a gente pensar, se emocionar e também se pôr no lugar dos outros. Tenho certeza de que quando leram e ilustraram as histórias, vocês, crianças, tiveram que, de certa forma, experimentar muitos sentimentos, alguns conhecidos, outros não.  Essas três histórias podem nos fazer pensar em muitas coisas, por exemplo, será que a galinha Cococó acabou se apaixonando pelo galo Janjão? Mas, em todas as três histórias nós podemos pensar sobre a Cultura de Paz.
E o que é isso? Cultura de Paz é respeitar as pessoas do jeito que são por fora e por dentro: suas aparências, seus pensamentos e sentimentos; é tentar se colocar no lugar dos outros, e também dizer NÃO à violência!
Vocês já ouviram dizer que a gente colhe o que planta? Pois é, quando a gente planta uma semente de laranja e cuida dessa semente, provavelmente depois de algum tempo, colheremos laranjas. Todos nós temos coisas boas e ruins dentro de nós. Quando nos esforçamos para plantar as coisas boas, teremos mais chance de colher um mundo melhor.
  E agora, terminando esta conversa, agradeço mais uma vez a todas as crianças que ilustraram nossos textos e deixo um convite para que vocês sejam semeadores da Cultura de Paz. Nunca se esqueçam: Quem lê e semeia a paz colhe um mundo melhor.


P.S.: Em breve lançaremos o projeto LIVRO NAS NUVENS, um canal de vídeo-livros no Youtube. O primeiro vídeo-livro será Quem Era Pirilampo? Aguardem, participem e ajudem a divulgar o projeto! 


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Projeto "Certo Olhar"




No dia 09/08 a Sociedade Amigos da Cultura e o Ponto de Cultura de Iepê foram "astros" de um documentário que será produzido pelo Ponto de Cultura Periferia Invisível de São Paulo, através do Projeto "Certo Olhar". Tivemos a oportunidade de mostrar um pouco de nossa história e de nossos projetos desenvolvidos nestes 16 anos de trabalho pela Cultura.



Veja mais fotos clicando aqui

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Lançamento dos livros do Projeto Meu Pequeno Autor


                                                                         Foto: Tiago Nascimento
Os textos e ilustrações foram produzidos pelos próprios alunos



     Aconteceu no dia 11 de agosto de 2016, no pátio da EMEF João Antônio Rodrigues, nos períodos da manhã e tarde, o lançamento dos livros do Projeto Meu Pequeno Autor. 
     Pela manhã a professora Isamara com os seus alunos do 1º ano B representaram a história "Era uma vez um gato xadrez" com a ajuda da professora Cacilda que os acompanhou com o violão.
     No período da tarde os alunos do 1º ano E, da professora Lígia, apresentaram o teatro “A Formiguinha e a neve”. 
     Já os irmãos Heloane, Heloisa e Gabriel cantaram a história “Era uma vez” de autoria de Nê Sant’Anna (nos dois períodos).
     Durante o evento foi divulgado os alunos que tiveram os seus textos selecionados na Olimpíada de Língua Portuguesa e receberam medalhas. Foram: Rafaela Beatriz da Silva (5º A), Islan Audivino dos Santos (5º B), Thiago Enrico Costa Cardoso (5º C), Elaine Simões da Silva (5º D) e Ian Vinícius Rodrigues Barbora (5º E).
     A professora e diretora Maria Helena lembrou que no dia 11 de agosto é comemorado o Dia do Estudante. “A homenagem foi para todas as pessoas que valorizam o conhecimento e o crescimento pessoal. A data foi escolhida por que foram criados os dois cursos de nível superior no país: ciências jurídicas e ciências sociais.” – salientou a professora.
 O secretário de educação Dr. Professor Paulo Fernando 
realizou oficialmente o lançamento dos livros 
do Meu Pequeno Autor
FOTO: Tiago Nascimento
     O secretário de educação Dr. Professor Paulo Fernando no uso de sua palavra realizou oficialmente o lançamento dos livros do Meu Pequeno Autor e incentivou os alunos a se aventurarem no mundo literário.
     O vice-prefeito em exercício Antonio Menocci esteve presente durante o evento.
     Glaucilene e Diego da equipe do projeto “Meu Pequeno Autor” estiveram presentes.
     Os textos e ilustrações foram produzidos pelos próprios alunos.






A aluna Thainá autografando o seu primeiro livro


Para conferir alguns dos momentos deste evento clique aqui e veja o álbum completo.
Fotos: Tiago Nascimento

sexta-feira, 15 de julho de 2016

MÚLTIPLOS OLHARES



Todos os bichos de Nê Sant’Anna



Em tempos “turbulentos” espalhe poesia! Continuem enviando textos, confiram mais dois poemas emocionantes de jovens autores na coluna deste mês e também meu mais recente trabalho, o livro Múltiplos Olhares: poemas e InPalavras acessando  www.clubedeautores.com.br/book/212539--Multiplos_Olhares.



VERSINHOS
Ainda pequenininho
Comecei a fazer versinhos
E a encontrar a poesia
Sempre cruzando o meu caminho.
Autor: Poetinha, 11 anos


VOINHA
Quando eu tinha três anos
pensaram que podiam me enganar
dizendo que Voinha
por longo tempo iria viajar.

Não acreditei na historinha.
Sabia que numa linda estrelinha
ela havia se transformado
e que toda noite
estaria ao meu lado.

Autora: Flor, 12 anos